19 março 2010

INGRESSO CARO, PANCADARIA E FALTA DE ESTRUTURA

Eu teria muitos motivos para falar do bom jogo que foi o clássico entre S. C. Rio Grande e S. C. São Paulo nessa quarta-feira (17/03), válido pelo 2º turno da 1ª fase da Segundona Gaúcha, entretanto, os acontecimentos pré e pós jogo parecem ter chamado mais a atenção.
O primeiro assunto que quero discorrer – valor dos ingressos – foi motivo de muita discussão nas ruas e nos meios de comunicação. Concordo com algumas justificativas da diretoria do S. C. Rio Grande, como valorizar os sócios e a pequena estrutura do seu estádio, mas convenhamos, R$ 20,00 para uma partida da segunda divisão é muito caro, principalmente se levarmos em conta o poder aquisitivo da nossa cidade. Não estou afirmando que nossas equipes não mereçam, mas a cidade não suporta economicamente eventos futebolísticos com esse valor.
Independente do valor, o público pode acompanhar um bom jogo, contudo, houve lamentáveis acontecimentos que mancharam o clássico. Agressão ao árbitro pelos jogadores do rio grande, briga generalizada entre jogadores e confronto de torcidas na saída do estádio são alguns deles.
Creio que muitas dessas questões poderiam ter sido evitadas se tivesse uma maior estrutura e organização dos clubes e dos órgãos públicos e privados. Acredito nisso, pois muita coisa poderia ter sido evitada se o estádio Arthur Lawson tivesse uma estrutura mínima para receber uma grande torcida, como é o caso da torcida do São Paulo, o efetivo policial era diminuto para tal clássico, já que a segurança entre as torcidas ficou praticamente somente dentro do estádio, somado a isso, a falta de organização foi visível quando saímos do estádio para irmos embora.
Falta de transporte coletivo suficiente e torcidas adversárias saindo juntas são algumas das questões angustiantes. Sei que essa última não deveria ser motivo de reinvidicação, pois o esporte – independente de agremiação deveria ser para diversão, e nada além – mas sabemos que não é isso que acontece.
Por fim, gostaria de salientar que o futebol riograndino não vive mais aquela penúria e ostracismo dos anos 90, o futebol em Rio Grande voltou a ser um evento de multidões, de paixões e se as diretorias, os órgãos de segurança e de infra estrutura urbana não se organizarem e perceberem a dimensão do espetáculo, muita coisa ruim pode vir a acontecer, sem falar no que os clubes possam vir a perder.


PRA QUEM AINDA NÃO VIU:
http://wp.clicrbs.com.br/entrevero/2010/03/18/as-cenas-da-pancadaria/?topo=77,1,1,,,77