19 fevereiro 2009

CITADINO 2009 - PARTE I

Terminou e com muito sucesso o Citadino de 2009. Eu nunca tinha visto um campeonato Citadino dos clubes profissionais tão prestigiado e empolgante como este.
O S. C. São Paulo sagrou-se campeão, o que já era esperado, pois, mesmo com o time em formação para a Segundona Gaúcha, possuía em seu plantel jogadores experientes, alguns bastante rodados. O vice-campeão, S. C. Rio Grande, com um grupo jovem mostrou que se existisse um apoio às categorias de base em nossa cidade – e o Rio Grande a medida do possível vem melhorando nesse aspecto – precisaríamos contratar o mínimo possível de jogadores de fora, pois talento nos campinhos dos bairros de Rio Grande temos bastante, o que falta é um incentivo para que se possa trabalhar com uma infra-estrutura adequada. E o grande homenageado do campeonato, o FBC Riograndense, utilizando-se de jogadores amadores da nossa cidade – em que muitos soltavam do trabalho e iam jogar – incomodou bastante a vida de seus adversários, outro motivo que nos mostra que temos jogadores qualificados em nossa região, mas que quando não se perdem pelo meio do caminho por falta de apoio e orientação, os perdemos mais cedo ou mais tarde para outros clubes por questões financeiras, são os casos de Rudi, Mano, Maurício, Matheus, Zé Anderson, Felipe Pinto... só pra citar alguns!
No mais, ficou a impressão que tanto o São Paulo como o Rio Grande precisam se qualificar e muito para a disputa do campeonato Gaúcho. O que nos deixa um pouco mais aliviado é que conversas informais prometem reforços qualificados. É esperar pra ver!!!

CITADINO 2009 - PARTE II

Os pontos positivos desse torneio foram a organização e a presença das torcidas. Há poucos anos víamos públicos irrisórios nos torneios citadinos e até mesmo nos campeonatos gaúchos, contudo, o citadino desse ano mostrou o quanto um torneio bem organizado e divulgado atrai o público. Basta vermos as quase 5 mil pessoas que se fizerem presentes no jogo final, mesmo sendo realizado em período de férias, praia, eventos carnavalescos, entre outros atrativos do verão. Torço para que o citadino tenha vindo pra ficar e que se torne um evento periódico em nossa cidade.
Parabéns aos idealizadores e organizadores!!!

CITADINO 2009 - PARTE III

O ponto negativo foi o grande número de cartões vermelhos em todo o campeonato, sendo que só na final foram seis expulsões, 3 para cada lado. Além disso, outros fatos também foram preocupantes, como o princípio de tumulto entre as torcidas do São Paulo e a do Rio Grande, em uma partida em que o São Paulo nem estava jogando, já que a mesma era entre o Rio Grande e o Riograndense e também o empurrão dado pelo goleiro Patrick, do Rio Grande, no gandula no jogo da final, em que o gandula acabou caindo ao chão, podendo até mesmo ter batido com a cabeça na mureta da tela. Um jogador de qualidade como o Patrick e que tem um excelente futuro como atleta não pode estragar sua recente carreira com atitudes lamentáveis como essa. Sem falar é claro nos empurrões e safanões que vários atletas de todas as três equipes andaram trocando.
Mas, não querendo justificar, são coisas que ainda existem no futebol, ainda mais num torneio só de clássicos, em que os ânimos ficam exaltados. Contudo, vale ressaltar que violência não justifica nada, tem que jogar é bola e fazer espetáculo.

CITADINO 2009 - PARTE IV

Ainda sobre as torcidas... Alguém ainda tem dúvida sobre quem é a maior torcida da cidade? Pessoal, creio que tenha ficado bastante claro que o S. C. São Paulo possui disparado a maior torcida, quem foi a todos os jogos pôde constatar tal fato. Agora sobre a segunda maior torcida da cidade fico ainda com dúvida. Claro que a torcida do Rio Grande, na final, superou a do Riograndense em seus outros dois jogos. Mas se levarmos em consideração que o Riograndense não disputa campeonatos oficiais há alguns anos e, mesmo assim, levou muita torcida aos seus jogos, inclusive podendo ter sido maior até do que a do Rio Grande no clássico Rio-Rio, fica, então, a minha dúvida. Como eu disse em outro texto nesse mesmo blog, torcedor é aquele que vai ao estádio torcer e não aquele que só fica em casa com o radinho no ouvido dizendo “eu sou Leão, eu sou Vovô ou eu sou Guri Teimoso”.
Por fim, fica a impressão de que a torcida do São Paulo continua grande e fanática, a do Rio Grande vem crescendo muito rapidamente e é apaixonada e a do Riograndense continua teimosa. Como seria bom ver a torcida do Guri Teimoso nos campeonatos estaduais novamente. Isso só iria aguçar ainda mais as torcidas da nossa cidade.

CITADINO 2009 - BALANÇO FINAL

São Paulo 1 x 0 Rio Grande
Riograndense 0 x 1 São Paulo
Rio Grande 3 (4) x (3) 3 Riograndense



Finais
São Paulo 1 x 1 Rio Grande
São Paulo 4 x 2 Rio Grande


08 fevereiro 2009

Lugar de mulher é... no estádio!

É público e notório que vivemos numa sociedade patriarcal e machista. Isso até pode não ser mais tão explícito como há algumas décadas atrás, mas muitos atos cotidianos camuflam situações – tornando-as sutis – em que as diferenças de gênero ficam bem evidenciadas.
Todavia, a mulher, veio conquistando o seu espaço na sociedade, inclusive nos ambientes em que se tem, ou se tinha, por único e exclusivo dos homens. Quer frase mais corriqueira do que: “futebol é coisa pra macho!”? Até bem pouco tempo, tal “lenda” não era discutida e todos a aceitavam com a maior naturalidade.
Contudo, o futebol, assim como outros ramos sociais, vem se tornado um espaço de profissão e de lazer também para as mulheres. Jogadoras, árbitras, comentaristas, preparadoras físicas e, é claro, torcedoras constituem o futebol de nosso tempo. Quem sabe em breve não teremos também treinadoras? Se é que elas já não se fazem presente sem o meu conhecimento!!!
Aqui mesmo em Rio Grande temos o caso da preparadora física do FBC Riograndense, Débora Freitas, que é a segunda mulher na história a ser preparadora física de um clube profissional da cidade. A primeira foi Cleusa Maia, que atuou no S. C. São Paulo na década de 70.
Outro fato que quero chamar atenção é a presença feminina nos jogos do S. C. São Paulo. Desde o ano passado, em que a cidade passou por uma Sampamania, muitas mulheres passaram a frequentar o Aldo Dapuzzo, além disso, muitas passaram a fazer parte das torcidas, antes, muitas vezes, marginalizadas, o que afastava mulheres e famílias que iam ao estádio e se posicionavam longe dessas aglomerações.
Faço tal ressalva para demonstrar que a presença das mulheres ainda nos causa espanto e desconfiança quando o cargo lhes exige responsabilidades. A cultura que aprendemos de que “futebol é coisa pra homem” está tão impregnada em nossa carapaça social que ainda estranhamos as meninas que jogam bola, as árbitras que apitam o jogo do nosso time, a profissional responsável pela preparação física dos atletas que torcemos, a mulher que comenta uma partida de futebol ou ainda as meninas que pulam e cantam do nosso lado em uma torcida.
Alguém pode dizer: mas isso é normal! Normal desde quando? Temos que admitir que a presença feminina no futebol ainda nos causa espanto – tanto aos homens quanto às mulheres – tanto é que a participação de uma preparadora física no Riograndense rendeu uma enorme reportagem nas páginas centrais e capa do caderno “Mulher Interativa” do Jornal Agora, de sete e oito de fevereiro deste ano. E eu não estaria escrevendo sobre a presença feminina nos jogos do São Paulo se eu não tivesse escutando tantos comentários sobre tal fato.
Por fim, sejam muito bem vindas mulheres! O espetáculo apaixonante do futebol também é pra vocês!!!

04 fevereiro 2009

A maior torcida da cidade!

Ao ler um texto de Guilherme Fontana intitulado “Afinal de contas, qual é a maior torcida?” no site da torcida do Sport Club São Paulo, Leões do Parque, percebi que essa discussão já há algum tempo permeia as rodas de conversas entre os torcedores, as enquetes em meios de comunicação e, é claro, as declarações, através da mídia dos dirigentes dos clubes.
A torcida do S. C. Rio Grande aumentou consideravelmente sua presença nos estádios nos últimos três anos, fazendo festas que surpreenderam a muitos, inclusive a mim. A do S. C. São Paulo sempre evidencia a sua força quando o time mostra alguma chance de ganhar algo, pois, quem não se lembra das multidões que lotavam o Aldo Dapuzzo em 2008? Emocionante... Coisa de dar inveja a muitos clubes que disputam campeonatos nacionais... Já a do FBC Riograndense não tem tido a possibilidade de demonstrar sua paixão em campo e mesmo sem atuar no futebol profissional há anos existem algumas pessoas que ainda amam esse clube, basta conversarmos com um desses saudosistas torcedores para percebermos o entusiasmo com que eles contam as façanhas do clube.
Sendo assim, creio que não é através de votação por sites, telefonemas para enquetes da TV ou ainda através de discursos dos dirigentes que se prova quem é a maior torcida da cidade. Tenho a convicção que torcida é aquela que vai ao estádio e não aqueles que ficam com o radinho no ouvido sentado no sofá de casa. Logo, não há chance maior de mostrar quem é a maior torcida do que agora no Citadino. Basta ir a campo e mostrar de fato quem é a maior torcida da cidade.

Essa é a hora, depois não adianta discursinhos!!!

E para lembrar... Hoje, às 20h, no Dapuzzo, tem São Paulo x Rio Grande.