13 dezembro 2010

Futsal do IFRS-Rio Grande conquista etapa estadual dos JIF 2010


Jogando no último sábado na cidade de Pelotas, o time de futsal do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rio Grande conquistou o título estadual dos Jogos dos Institutos Federais 2010. A equipe formada por Edson Costa, Eduardo Amaral, Renato Chuirki, Emílio Louzada, Iagho Martins, Eduardo Souto, Adriano Rodrigues, Iord Pereira e treinada pelos professores Leonardo Cunha e Ico Baroni conquistou o título após vencer no triangular final a equipe do Instituto Federal Farroupilha de São Vicente do Sul pelo placar de 6 a 3 e empatar com o Instituto Federal Sul-rio-grandense de Charqueadas em 3 a 3. Como a equipe de Charqueadas havia vencido o time de São Vicente do Sul pelo placar de 5 a 4, o empate garantiu o título aos riograndinos. O título deu ao time de Rio Grande o direito de representar o estado do Rio Grande do Sul no campeonato Sul-brasileiro de 2011 que será realizado em Curitiba/PR.

19 novembro 2010

S. C. Internacional: de Clube do Povo a clube mercenário


Talvez esse título seja um pouco forte, mas a minha indignação é tamanha que creio ser, pelo menos nesse momento, o mais apropriado.

Bom, o Inter sempre foi considerado o Clube do Povo no Rio Grande do Sul, já que sua torcida, pelo menos no senso comum, constituía-se da classe mais popular da sociedade.

Pois bem, ao viajar mais de 300 quilômetros até Porto Alegre, com 90 alunos da escola onde leciono, tendo como foco principal o Museu da PUCRS, decidimos fazer também, aproveitando o passeio, uma visita nos dois grandes estádios da capital gaúcha (Olímpico e Beira-Rio).

Já tinha tido essa experiência outras vezes, também com alunos e sempre conseguimos adentrar tranquilamente em ambos os estádios. Contudo, dessa vez, ao chegarmos no Beira-Rio, com meus eufóricos alunos, nos foi informado que para conhecer o museu do Internacional era necessário desembolsar R$ 10,00 e se quiséssemos adentrar ao estádio nos seria cobrado a quantia de mais R$ 10,00.

Dez reais para visitar um estádio??? Sem jogo!!!

Não sei onde a gestão do Inter está com a cabeça, mas eu estava com estudantes de uma escola pública, em que para grande parte dos meus alunos R$ 10,00 é uma quantia enorme de dinheiro.

A minha grande inquietação é: que tipo de torcedor o “Clube do Povo” está querendo ter ou formar? Quantas decepções o Inter causou no dia de ontem para parte dos meus alunos? Não estaria o futebol por demasiado marcadológico? Quantas excursões já podem ter passado por essa ruim experiência?

Resumo da história, todos os 90 alunos conheceram o Olímpico e somente 3 conheceram o Beira-Rio. Baita idéia para aglutinar torcedores Inter, Parabéns!!!

18 outubro 2010

As 10 regras do futebol de rua.

FUTEBOL DE RUA
Luís Fernando Veríssimo

Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebolainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Se você é homem, brasileiro e criado em cidade, sabe do que eu estou falando. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora.
Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim:

DA BOLA – A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar em casa. No caso de se usar uma pedra, lata ou outro objeto contundente, recomenda-se jogar de sapatos. De preferência os novos, do colégio. Quem jogar descalço deve cuidar para chutar sempre com aquela unha do dedão que estava precisando ser aparada mesmo. Também é permitido o uso de frutas ou legumes em vez da bola, recomendando-se nestes casos a laranja, a maça, o chuchu e a pêra. Desaconselha-se o uso de tomates, melancias e, claro, ovos. O abacaxi pode ser utilizado, mas aí ninguém quer ficar no golo.

DAS GOLEIRAS – As goleiras podem ser feitas com, literalmente, o que estiver à mão. Tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, os livros da escola, a merendeira do seu irmão menor, e até o seu irmão menor, apesar dos seus protestos. Quando o jogo é importante, recomenda-se o uso de latas de lixo. Cheias, para agüentarem o impacto. A distância regulamentar entre uma goleira e outra dependerá de discussão prévia entre os jogadores. Às vezes esta discussão demora tanto que quando a distância fica acertada está na hora de ir jantar. Lata de lixo virada é meio golo.

DO CAMPO – O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, calçada, rua e a calçada do outro lado e – nos clássicos – o quarteirão inteiro. O mais comum é jogar-se só no meio da rua.

DA DURAÇÃO DO JOGO – Até a mãe chamar ou escurecer, o que vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

DA FORMAÇÃO DOS TIMES – O número de jogadores em cada equipe varia, de um a 70 para cada lado. Algumas convenções devem ser respeitadas. Ruim vai para o golo. Perneta joga na ponta, a esquerda ou a direita dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

DO JUIZ – Não tem juiz.

DAS INTERRUPÇÕES – No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada numa destas eventualidades:
a) Se a bola for para baixo de um carro estacionado e ninguém conseguir tirá-la.
Mande o seu irmão menor.
b) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar não mais de 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isto não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa ou apartamento e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação. Se o apartamento ou casa for de militar reformado com cachorro, deve-se providenciar outra bola. Se a janela atravessada pela bola estiver com o vidro fechado na ocasião, os dois times devem reunir-se rapidamente para deliberar o que fazer. A alguns quarteirões de distância.
c) Quando passarem pela calçada:
1) Pessoas idosas ou com defeitos físicos.
2) Senhoras grávidas ou com crianças de colo.
3) Aquele mulherão do 701 que nunca usa sutiã.
Se o jogo estiver empate em 20 a 20 e quase no fim, esta regra pode ser ignorada e se alguém estiver no caminho do time atacante, azar. Ninguém mandou invadir o campo.
d) Quando passarem veículos pesados pela rua. De ônibus para cima. Bicicletas e Volkswagen, por exemplo, podem ser chutados junto com a bola e se entrar é golo.

DAS SUBSTITUIÇÕES – Só são permitidas substituições:
a) No caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer a lição.
b) Em caso de atropelamento.

DO INTERVALO PARA DESCANSO – Você deve estar brincando.

DA TÁTICA – Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o Futebol de Verdade (que é como, na rua, com reverência, chamam a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina é córner.

DAS PENALIDADES – A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar um adversário dentro do bueiro. É considerada atitude antiesportiva e punida com tiro indireto.

DA JUSTIÇA ESPORTIVA – Os casos de litígio serão resolvidos no tapa.

07 julho 2010

Os brasileiros e a Seleção.

Pois é, mais uma Copa do Mundo vai terminando e o sonho do hexa ficou para trás. A derrota para a Holanda adiou essa conquista para, quem sabe, 2014. Há algumas poucas Copas atrás, essa derrota poderia ser considerada como uma tragédia nacional, algo que tocaria na alma da nação. Mas no meio disso tudo fico me questionando, tentando entender alguns sentimentos.
Tenho notado há algum tempo a relação que os brasileiros possuem com a Seleção nacional de futebol. Não vou ser romântico aqui na minha reflexão, dizendo que o brasileiro é apaixonado por futebol, que ama a Seleção e que o país para ver o Brasil jogar. Claro que isso ainda acontece, mas não como antes!
Ainda se cancela aulas nas escolas e nas universidades, o comércio fecha as suas portas e em geral as indústrias diminuem ou cancelam por 90 minutos sua produção. Mas o que quero discorrer é sobre o pertencimento dos brasileiros em relação à Seleção.
Sendo direto, os brasileiros não torcem mais como torciam antes. Confesso que achava que essa era uma percepção pessoal na minha relação de pertencimento com a Seleção, mas comecei a refletir sobre algumas coisas e vi que talvez exista de fato uma crise de pertencimento, uma crise de identidade entre brasileiros e a Seleção.
É evidente que estou generalizando, e não estou dizendo que passamos a odiar ou ainda torcer contra a Seleção, somente não temos mais aquele sentimento de orgulho, aquela vontade de torcer que sai de dentro do peito.
Percebi alguns fatos que vão ao encontro do que estou relatando aqui. As ruas não são mais enfeitadas como antes, não vimos mais os cordões das calçadas em verde e amarelo, bandeirinhas cruzando entre casas e postes, as pessoas com a camiseta da Seleção, e essas mesmas ruas não ficam mais tão desertas enquanto o Brasil joga. O país não para mais em dia de jogo! Pelo menos não como antes.
Ao mesmo tempo que exemplifico com algumas questões que eram comum em épocas de Copa, e que na minha opinião não são mais tão representativas, tenho minha opinião sobre o porquê não termos mais tanto sentimento em relação com a nossa Seleção.
Há algum tempo atrás nós torcíamos pelos jogadores, pois os conhecíamos. Eles jogavam nos clubes que torcemos, aqui do Brasil, assistíamos eles crescerem no futebol, faziam gols e conquistavam títulos para os nossos clubes. Hoje não mais. Os jogadores muito cedo vão embora para a Europa, e passam mais de uma década da sua vida futebolística defendendo os clubes de lá. Clubes dos quais pouco sabemos e que não cultivamos relação sentimental. Mesmo com toda a tecnologia existente nos dias atuais, das quais podemos acompanhar campeonatos do mundo inteiro e assistir os jogadores brasileiros que representam diferentes clubes pelo planeta, não se tem a mesma relação ou sentimento de pertencer que possuímos com os clubes brasileiros.
Sendo assim, esses mesmos jogadores que saem muito cedo para jogar fora e por vezes nem se quer jogam no Brasil, por já irem ainda crianças para o exterior, são os mesmos que compõem a nossa Seleção, que parece ser muito mais uma Seleção dos outros do que nossa.

05 julho 2010

CRÔNICA.

PARTIU PRO FUTEBOL
Por Leonardo Costa da Cunha

Ah, a vila! A vila era pra onde o Nado ia todo o final de semana. As férias então, ele nem pensava em voltar pra cidade, só voltava por alguma obrigação, fazia o que tinha que fazer e logo retornava.
Na vila ele formou grande parte de sua personalidade, apesar de passar muito mais tempo na cidade. Lá ele fez amizades verdadeiras, experimentou aventuras, aprendeu a dar valor a muitas coisas, arrumou algumas confusões e aprendeu a jogar bola.
Quando estava na vila a luz do dia era preciosa. Acordava muito cedo, e no verão o calção era seu único traje. O café com leite preparado e servido pela avó em uma caneca enorme com um pão de ¼ de quilo era degustado com uma rapidez... tinha que aproveitar o dia.
O que falar dos pés então? Esses, quando o Nado estava na vila ficavam tão encardidos que nem esfregando com pedaço de telha de barro os clareava. E o solado então, ficava tão duro, mas tão duro que se poderia jogar bola num campo cheio de roseta que ele não sentiria nada.
Bem ao contrário de como o Nado estava acostumado na cidade, roupa limpa, tênis e obrigações diárias. Aquela selva de pedra o sufocava. Ir para a vila era receber a carta de alforria. Talvez ainda seja!
Na vila tinha dois campos de futebol, um deles ninguém podia jogar, mas todo mundo sonhava em um dia poder jogar lá. Era o campo do time da vila que disputava o campeonato. Campo grande, bonito, grama verdinha, lugar onde até então o Nado e seus amigos só iam pra torcer pelo time da vila. A única possibilidade de bater uma bolinha naquele campo era quando o time da vila jogava e a gurizada, que estava lá torcendo, passava por entre os arames da cerca e invadia o gramado quando terminava o primeiro tempo. A gurizada ficava enlouquecida chutando naquela baita trave. Mas aqueles 15 minutos passavam tão rápido...
O outro campo ficava bem no meio da vila, era um campo de 7, onde a gurizada, ou melhor, os homens que gostavam de bater uma bolinha se reuniam no final da tarde. “Hoje tem osso no Açúcar”! Osso era como chamavam o jogo. A frase que mais se ouvia no fim de tarde era: “Vamo pro osso”? Já Açúcar era como era chamado o campinho, isso tudo porque um dia alguém falou que era só o pessoal escutar o barulho da bola que ia correndo para o campo igual à formiga no açúcar. E isso fazia sentido, dificilmente se precisava chamar alguém em casa, aquele tum tum tum da bola somado a alguns gritos, vaias e gargalhadas eram um chamado.
Quando o campo estava com muita gente, a gurizada menor não tinha vez e se contentavam a ficar batendo bola atrás da trave do Açúcar ou ficavam esperando o sol começar a cair para que os mais veteranos começassem a cansar e sair do jogo. Mas daí os mais habilidosos eram escolhidos. O Nado não estava entre os mais habilidosos!
Talvez por isso o Nado tenha desenvolvido outra habilidade. Não sei se por gosto ou por necessidade, mas ele começou a jogar de goleiro. Pro goleiro sempre tinha vaga. O bom é que o Nado já ia pro Açúcar sabendo que ia jogar e às vezes olhava para o lado do campo e via seus amigos esperando uma oportunidade para entrar no jogo. Por vezes, a dúvida era enorme: jogar no Açúcar como os grandes ou bater uma bolinha com os amigos? Alguns jogos no Açúcar ficavam muito sérios e em alguns momentos era mais divertido jogar com os amigos em traves feitas com pedacinhos de pau.
Mas não é que a ideia de virar goleiro até que deu certo?! O Nado começou a se destacar como goleiro no Açúcar. Magro, ágil, pernas e braços compridos, quem poderia ser melhor numa trave de futebol de 7? A área de areia, com algumas rosetas nos lados, a rede toda furada e os cachorros atravessando o campo, nesse espaço o Nado já imagina seu destino. Primeiro ser chamado para ser o goleiro do time da vila no campeonato e poder finalmente atuar como jogador naquele campo bonito, verdinho, bem marcado com cal, as traves grandes, a rede novinha e com uma torcida apoiando o time. O seu pensamento divagava, e ele já se imaginava sendo contratado pelo time profissional da cidade, com o Aldo Dapuzzo lotado gritando seu nome após uma defesa de pênalti memorável e seguia até se enxergar jogando no Beira-Rio e disputando uma Copa do Mundo pela seleção.
Desde então os jogos no Açúcar foram muitos, até que o sonhado dia chegou. O Nado foi convidado para ser o goleiro do time da vila no campeonato de aspirantes. A reação foi indescritível, o coração parecia que ia sair pela boca, a emoção foi tanta que a possibilidade de dizer não até passou pela cabeça. Mas ele foi!
Agora o jogo era outro, dos pés descalços e sem camisa, passou-se a usar chuteiras, luvas, caneleiras e um uniforme bonito que só. Se fardar no vestiário do time era demais. Era um momento de preparação e aquele ritual de colocar passo a passo os equipamentos da batalha era gostoso, como era gostoso...
O Nado era meio vaidoso para jogar. Colocava sempre duas meias. Primeiro ele colocava um par de meias, depois ele colocava seu par de tornozeleiras, depois as caneleiras, para aí sim o outro par de meias. Meias brancas! Digo vaidoso por que esse ritual era degustado, não era um fardamento qualquer não, esse processo era saboreado. E o banho? O Nado não entrava no campo sem antes tomar um banho. Tinha que estar cheiroso para jogar.
Bom, o Nado jogou alguns anos e se saiu bem como goleiro do time da vila, conquistou o único título do time no campeonato, ganhou troféu de goleiro menos vazado e vivenciou muitas coisas como jogador. Brigas, amizades, foto no jornal, viagens memoráveis de ônibus e também de caminhão, jogos com chuva e barro, outros com um frio que até o ranho que corria do nariz congelava antes mesmo de chegar a boca e é claro muitos elogios e críticas. Mas o mais importante foi o sentimento de se jogar futebol e fazer parte de um time. Isso é igual a amor de pai ou de mãe, só quem é consegue entender.
Mas aquele sonho que o Nado ficava imaginando a cada defesa na trave do Açúcar, de jogar no time da vila e seguir galgando seu caminho futebolístico parou por aí. Pelo menos como jogador. Apesar de ter sido criado na vila, o Nado era da cidade e diferente dos seus amigos da vila que também conseguiram um espaço no time, ele seguiu outros rumos, ele precisava seguir outros rumos.
O Nado moleque que começou seus passos no futebol do Açúcar e que passou pelo Nado jovem jogando no time da vila, tinha se tornado o Nado homem, pai e que tinha que tomar algum rumo na vida. Os amigos da vila desde a época de criança já tinham sua profissão, a maioria a mesma dos pais: pescador. O Nado não, ele nem sabia o que queria ser ou mesmo se queria ser alguma coisa.
Agora, lembro muito de uma música que posso comparar quase que simetricamente com a vida do Nado. Ela diz o seguinte:

Johnny cresce,
mas é que não desaparece
da sua mente a vontade
de jogar um futebol

Pois é, o Nado cresceu, mas o futebol permaneceu ali, na sua mente, talvez não mais com tanta vontade de jogar, mas o futebol ainda é seu combustível. O futebol é sua alma!

Johnny é bacana
Menino vivo não se engana
Mete "as cabeça" e passa rente
Faz o vestibular

De fato, o Nado sempre foi um cara bacana, menino vivo sim, mas com alguns enganos também. Mas ele sempre foi um cara de arriscar pra ver o que ia dar, de fato ele “metia as cabeça”. Fez três vestibulares, ingressou em três faculdades, até que na terceira ele conseguiu retomar o que lhe faltava, o seu combustível chamado futebol.

Johnny estuda
Se forma hoje é doutor
mas só pensa em futebol

O Nado estudou mesmo, primeiro foi pras ciências exatas, viu que não era aquilo que queria, passou então para as ciências da terra, também não era isso, chegou então no lugar onde ele podia retomar o futebol. Ainda não é doutor, mas está no caminho!

Johnny não desiste
ao ver o jogo fica triste
sente vontade de jogar
e de participar
E decide
tira a camisa do cabide
põe a chuteira e o calção
e partiu pro futebol

O Nado não desistiu, sua vida teve para tomar outros rumos muitas e muitas vezes e nesses outros rumos ficava triste sim ao ver o jogo, pois estava se afastando do que ele mais gostava. Sentia vontade de ao menos participar, já que jogar como antes não era mais possível. Então ele decidiu, tirar os livros da prateleira ao invés da camisa do cabide e pôs a mochila nas costas ao invés da chuteira e do calção; e partiu pro futebol.

19 março 2010

INGRESSO CARO, PANCADARIA E FALTA DE ESTRUTURA

Eu teria muitos motivos para falar do bom jogo que foi o clássico entre S. C. Rio Grande e S. C. São Paulo nessa quarta-feira (17/03), válido pelo 2º turno da 1ª fase da Segundona Gaúcha, entretanto, os acontecimentos pré e pós jogo parecem ter chamado mais a atenção.
O primeiro assunto que quero discorrer – valor dos ingressos – foi motivo de muita discussão nas ruas e nos meios de comunicação. Concordo com algumas justificativas da diretoria do S. C. Rio Grande, como valorizar os sócios e a pequena estrutura do seu estádio, mas convenhamos, R$ 20,00 para uma partida da segunda divisão é muito caro, principalmente se levarmos em conta o poder aquisitivo da nossa cidade. Não estou afirmando que nossas equipes não mereçam, mas a cidade não suporta economicamente eventos futebolísticos com esse valor.
Independente do valor, o público pode acompanhar um bom jogo, contudo, houve lamentáveis acontecimentos que mancharam o clássico. Agressão ao árbitro pelos jogadores do rio grande, briga generalizada entre jogadores e confronto de torcidas na saída do estádio são alguns deles.
Creio que muitas dessas questões poderiam ter sido evitadas se tivesse uma maior estrutura e organização dos clubes e dos órgãos públicos e privados. Acredito nisso, pois muita coisa poderia ter sido evitada se o estádio Arthur Lawson tivesse uma estrutura mínima para receber uma grande torcida, como é o caso da torcida do São Paulo, o efetivo policial era diminuto para tal clássico, já que a segurança entre as torcidas ficou praticamente somente dentro do estádio, somado a isso, a falta de organização foi visível quando saímos do estádio para irmos embora.
Falta de transporte coletivo suficiente e torcidas adversárias saindo juntas são algumas das questões angustiantes. Sei que essa última não deveria ser motivo de reinvidicação, pois o esporte – independente de agremiação deveria ser para diversão, e nada além – mas sabemos que não é isso que acontece.
Por fim, gostaria de salientar que o futebol riograndino não vive mais aquela penúria e ostracismo dos anos 90, o futebol em Rio Grande voltou a ser um evento de multidões, de paixões e se as diretorias, os órgãos de segurança e de infra estrutura urbana não se organizarem e perceberem a dimensão do espetáculo, muita coisa ruim pode vir a acontecer, sem falar no que os clubes possam vir a perder.


PRA QUEM AINDA NÃO VIU:
http://wp.clicrbs.com.br/entrevero/2010/03/18/as-cenas-da-pancadaria/?topo=77,1,1,,,77

05 janeiro 2010

GRÊMIO FOOT-BALL PORTOALEGRENSE


Fundação: 15/09/1903
Estadio: Olímpico Monumental
Cores do Clube: Azul, preto e branco
Mascote: Mosqueteiro
Alcunha: Tricolor
Cidade: Porto Alegre
Site Oficial: http://www.gremio.net
E-mail: gremio@gremio.net

SPORT CLUB INTERNACIONAL


Fundação: 04/04/1909
Estadio: Beira-Rio
Cores do Clube: Vermelho e branco
Mascote: Saci
Alcunha: Colorado
Cidade: Porto Alegre
Site Oficial: http://www.internacional.com.br
E-mail: presidencia@internacional.com.br

ESPORTE CLUBE PELOTAS


Fundação: 11/10/1908
Estadio: Boca do Lobo
Cores do Clube: Azul e amarelo
Mascote: Lobo
Alcunha: Áureo-cerúlio
Cidade: Pelotas
Site Oficial: http://www.ecpelotas.com.br

13 novembro 2009

GUARANY FUTEBOL CLUBE


Fundação: 19/04/1907
Estadio: Antônio Magalhães Rossel (Estrela D'alva)
Cores do Clube: Vermelho e branco
Cidade: Bagé
Site Oficial: http://www.guaranyfutebolclube.com.br
E-mail: guaranyfc@hotmail.com

ESPORTE CLUBE 14 DE JULHO


Fundação: 14/07/1902
Estadio: João Martins
Cores do Clube: Vermelho e preto
Alcunha: Leão da Fronteira
Cidade: Santana do Livramento
E-mail: julianodalmolin@brturbo.com.br

07 novembro 2009

FOOTBALL CLUB RIOGRANDENSE



Fundação: 11/07/1909
Estádio: Colosso do Trevo
Cores: Vermelho e amarelo
Cidade: Rio Grande
Estado: Rio Grande do Sul
Mascote: Guri Teimoso
Alcunha: Colorado
Web: http://www.geocities.com/fbcriograndense/

SPORT CLUB SÃO PAULO



Fundação: 04/10/1908
Estadio: Aldo Dapuzzo
Cores: Verde e vermelho
Mascote: Leão
Alcunha: Rubro-verde
Cidade: Rio Grande
Estado: Rio Grande do Sul
Site Oficial: http://www.saopaulors.com.br
E-mail: presidencia@saopaulors.com.br

SPORT CLUB RIO GRANDE


Fundação: 19/07/1900

Estádio: Arthur Lawson
Cores: Verde, amarelo e vermelho
Mascote: Vovô
Alcunha: Vovô, Mais velho ou veterano
Cidade: Rio Grande
Estado; Rio Grande do Sul
Site Oficial: http://www.sportclubriogrande.com.br
E-mail: sportclubriogrande@hotmail.com

CLUBES CENTENÁRIOS DO FUTEBOL GAÚCHO.


Minha cidade, Rio Grande, que fica no litoral sul do Rio Grande do Sul, possui o clube mais antigo em atividade do futebol brasilero, o Sport Club Rio Grande, além desse, a cidade tem mais dois clubes profissionais de futebol, o Sport Club São Paulo e o FootBall Club Rio-Grandense, todos com mais de 100 anos de fundação. Sendo assim, pretendo nesse espaço, fazer um arquivo com todos os clubes do futebol gaúcho que já tenham completado seu centenário. Se possível, também pretendo fazer esse levantamento com os clubes centenários do Brasil, se o tempo me permitir.

19 outubro 2009

Sport Club Barrense, 78 anos do mais velho.



Quero utilizar esse espaço para parabenizar torcedores, simpatizantes e em especial a comunidade da Povoação da Barra, localidade do município de São José do Norte/RS, pela passagem dos 78 anos do clube de futebol mais antigo desse município, o SPORT CLUB BARRENSE. As festividades do alvi-verde praiano, comemorada no dia 18 de outubro, ainda foi coroada com a vitória de seus aspirantes pelo placar de 7 a zero frente ao Liberal e a também vitória de 1 a zero da categoria principal sobre a mesma agremiação. Ambas as partidas foram válidas pela 1ª rodada do 2ª turno do campeonato amador 2009 de São José do Norte, na qual a equipe do Barrense lidera a chave 1.

Parabéns ao Barrense e a toda comunidade da Barra!!!

04 outubro 2009

Sport Club São Paulo, 101 anos.


Hoje, 4 de outubro de 2009, o Sport Club São Paulo completa 101 anos de existência. Além de parabenizar o clube e sua imensa torcida, pois não é qualquer time do interior que resiste a tantos anos, faço o questionamento: o que a torcida tem a comemorar?
Infelizmente, a torcida rubro-verde nesse aniversário de 101 anos tem somente o saudosismo de suas glórias pretéritas e a esperança de rever um São Paulo forte como motivo de comemoração, já que o que vemos ou ouvimos não nos trás grandes motivações.
As forças políticas e empresariais da cidade continuam inertes ao futebol profissional e o São Paulo, que tanto já representou, inclusive nacional e internacionalmente o município do Rio Grande, continua resistindo, não sei como, a esse descaso.
Mesmo assim, o Leão está aí, completando seus 101 anos, e esperamos que continuemos comemorando seus aniversários, e que da próxima vez tenhamos fortes motivos para festejarmos.

01 setembro 2009

Muita criança em campo não pode!


Pasmem! O Internacional levou uma multa irrisória de R$ 150,00 por exceder o número máximo de 22 crianças dentro do gramado na entrada do time em dias de jogos. Tudo bem, em jogos como contra o Corinthians (19 de agosto), por exemplo, tinha mais de 100 crianças em campo, e eu até acho mais bonito o time entrar em campo correndo do que de mãos dadas com as crianças, defendo que elas tem que entra correndo também, junto com os atletas, fica mais vibrante e até acho que mais divertido para eles, mas a questão não é essa.
O que me indigna é que a CBF tem coisas muito mais sérias para se preocupar e tomar atitudes, mas não o faz, como punir de verdade “torcedores” violentos e baderneiros, jogadores que agridem colegas de profissão, cartolas corruptos e a falcatrua das arbitragens, como o escandaloso caso de 2005, que acabou não dando em nada, e que o mesmo Internacional acabou sendo penalizado, ou melhor, roubado mesmo.
É um absurdo, pois de tantas mazelas existentes dentro do futebol brasileiro e que não são sanadas, a CBF pune o Internacional por entrar com muitas crianças em campo e a denúncia surgiu logo em um jogo com o Corinthians. Será que já não é muita coincidência as punições do Inter, dentro e fora de campo, serem sempre com eles?

16 julho 2009

Futebol e Religião: culturas indissociáveis no Brasil.

A religião e o esporte são sem dúvida duas das mais fortes representações culturais da humanidade e, em princípio, poderíamos dizer que elas em nada coincidem. Contudo, é sabido que o Brasil possui uma imensa diversidade cultural, são distintas culinárias, vestimentas, sons, cores, sabores e credos e que de uma maneira ou de outra essa heterogeneidade acaba se convergindo para uma única manifestação cultural.
O Brasil é um país religioso, sendo o maior país católico do mundo, além de suas outras tantas religiosidades, desde as afro-brasileiras até as evangélicas. Também somos conhecidos mundialmente ou pelo menos assim nos denominamos, “o país do futebol”. Logo, em uma sociedade que acaba por misturar tantas manifestações culturais em suas vivências, a religião está presente, e muito fortemente no futebol brasileiro. Basta observarmos a fala dos jogadores, as declarações nas camisetas que estão por baixo do uniforme, as expressões corporais como fazer o sinal da cruz ou levantar as mãos pro céu, entre tantas outras.
Sendo assim, logo após a conquista da Copa das Confederações disputada na África do Sul, jogadores e a comissão técnica da seleção brasileira ajoelharam-se ao chão e abraçados em círculo rezaram em pleno gramado, para o mundo todo ver. No entanto, tal atitude foi repudiada pela FIFA e por Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa de Futebol que afirmou que "a religião não tem lugar no futebol".
Contudo, afirmo que a religião é parte preponderante do futebol no Brasil. Através de um estudo etnográfico sobre a relação entre o futebol e a religião, com vivência em vestiários, entrevistas com profissionais do futebol e conversas informais com pessoas ligadas a esse esporte, estou percebendo e constatando como a religião está presente dentro de um clube de futebol. Crenças, rezas, ritos e superstições fazem parte da preparação para o jogo, assim como o treino, a preleção, o aquecimento e o fardamento, ou seja, pelo menos no Brasil, a religiosidade é parte do futebol.
A religião no futebol brasileiro está muito além do que o senso comum possa imaginar ou ver, como entrar com o pé direito no campo, fazer o sinal da cruz ou orar com as mãos levantadas para o céu no meio do gramado. A fé, independente de religião ou credo, possui no futebol um tempo e um espaço reservado, imutável e que é seriamente respeitado pelas pessoas que fazem parte do futebol.
É uma pena que a entidade que comanda o futebol no mundo e pessoas ligadas ao esporte tenham uma visão tão etnocêntrica, a ponto de desrespeitarem uma cultura, seja por desconhecimento, o que acho pouco provável, seja por excesso de poder e de autoridade. Fazendo do futebol, tão somente mais um esporte mecanizado e economicamente interessante, sem levar em consideração os costumes que caracterizam e identificam cada nação.

14 julho 2009

Cada sociedade tem o futebol que merece.

Mais uma vez o ano termina mais cedo para o futebol riograndino, São Paulo e Rio Grande se despediram já na segunda fase da competição, deixando como única possibilidade de assistir a uma partida de futebol profissional a televisão.
Fico me indagando de como pode nossos clubes tão tradicionais estar perdendo espaço para clubes fundados recentemente, vindos de cidades pequenas, sem torcida, sem história, sem títulos e sem tradição. A resposta é dinheiro, investimento, patrocínio. Nossos clubes vivem ou sobrevivem sem nenhum aporte financeiro que lhes de uma segurança para que possa ser feito um planejamento ao longo do ano, enquanto isso, times até então desconhecidos vêm a Rio Grande jogar com nossos clubes com 3, 4 e até 5 patrocínios em seus uniformes, sem falar é claro do apoio político a esses clubes.
Infelizmente, não se faz mais futebol somente com tradição, camisa e torcida, é preciso investimento e na nossa cidade, com inúmeras indústrias mundialmente conhecidas, verdadeiras potências econômicas, chega a ser vergonhoso o descaso com que são tratados os clubes de futebol, além de outros esportes e atividades culturais em nosso município. Temos tudo para fazer de nossos clubes mais uma vez grandes forças do estado do Rio Grande do Sul, pois uma cidade que possui o clube de futebol mais antigo do Brasil e um time com uma torcida como a do São Paulo não pode ficar na penúria da Segunda Divisão por tanto tempo, sem mencionar o ostracismo, apesar da teimosia, que representa o Riograndense.
Outra questão que reforça a fragilidade de nossas equipes é o descaso com que grande parte da população riograndina trata nosso futebol, pois temos uma infeliz cultura de apoiar e prestigiar o que é dos outros e menosprezar o que é nosso. Muitas pessoas que gostam de futebol preferem se associar aos clubes de Porto Alegre do que aos nossos, pagam R$ 150,00 por uma camiseta da dupla Gre-Nal e acham caro pagar R$ 70,00 por uma da dupla Rio-Rita, gastam mais de uma centena de reais pra ir a capital assistir a um jogo e reclamam do ingresso a R$ 10,00 em Rio Grande. São coisas que não dá para entender.
Não estou dizendo que não devemos ter uma preferência clubística na capital, até por que isso é uma cultura do futebol, mas tenho convicção que temos que ter como primeira opção um clube de nossa cidade e se temos que consumir algo, que seja dos clubes daqui, pois são eles que representarão a cidade do Rio Grande e a nossa comunidade.
Sendo assim, digo que cada sociedade tem o futebol que merece e se atualmente vivemos um momento tão pobre no que diz respeito aos clubes de futebol é por que nossa sociedade (a população, forças políticas e econômicas) assim o quer. Enquanto isso continuemos assistindo jogos pela televisão e ouvindo saudosas histórias das conquistas dos nossos, um dia grandes, clubes riograndinos.

27 maio 2009

Levanta, sacode a poeira, agradece a Deus e da à volta por cima!


Quando ninguém mais acreditava – visto a derrota para o Farroupilha em pleno Aldo Dapuzzo – eis que ressurge o Leão, a velha garra Rubro-Verde. Com uma vitória na superação contra o Flamengo em Alegrete por 3 a 2, ressurgiu uma luz no fim do túnel, porém, eis que aparece outro tropeço, a derrota – apesar da boa atuação – para o Pelotas na Boca do Lobo. Sendo assim, para que não dependesse de nenhum resultado paralelo, somente a vitória interessava a equipe do São Paulo na última rodada da Segundona.
Jogando na tarde do último domingo (24/05) o São Paulo acabou vencendo o Guarany de Bagé no estádio Aldo Dapuzzo e garantiu sua classificação para a segunda fase da Segundona. Com o apoio da sua torcida o São Paulo jogava bem desde o primeiro tempo, mas somente aos 34 minutos da etapa final, Leandro Magrão, após cruzamento de Jorginho, marcou de cabeça o que seria o gol da classificação rubro-verde.
Após a partida, os jogadores comemoraram junto a torcida e em seguida, agradeceram a vitória e a conseqüente classificação com uma oração dentro do próprio gramado. Foi sofrido, mas agora é o momento de seguir em frente, sacudir a poeira e fazer bonito na segunda fase.

25 abril 2009

8 a 1? De novo?!

Alguns resultados do futebol são intitulados como clássicos, 1 a 0, 2 a 0, 2 a 1, entre outros, são alguns deles, tratado-se de finais de campeonatos então, em que os jogos costumam ser mais equilibrados eles são mais freqüentes. Contudo, o Internacional, consolidou-se campeão gaúcho de 2009 com uma goleada um tanto incomum, o colorado empilhou nada mais nada menos do que 8 a 1 na SER Caxias.
Até aí “tudo bem”, alguém pode dizer o que todos já sabem, ou seja, o Inter foi e é muito superior aos seus adversários nesse campeonato e o título era questão de esperar a data da final.
No entanto, o que me instigou a escrever esse texto não foi o fato da goleada de 8 a 1 em 2009, mas sim o fato de o placar da final de 2008 ter sido, incrivelmente, 8 a 1 também e contra um clube de Caxias do Sul, dessa vez o Juventude. Em dois anos consecutivos o Inter aplica avassaladoras goleadas em seus adversários nas finais do campeonato gaúcho.
É evidente que o Inter está num patamar muito acima dos clubes do interior do estado e possui com certeza um dos melhores plantéis do Brasil, mas mesmo assim fica a dúvida: essas goleadas foram mera superioridade técnica, coincidência, coisas do futebol, destino, fato extraordinário? Não sei! Mas que é intrigante um placar tão hiperbólico ao final do mesmo campeonato em dois anos consecutivos, ah... Isso não resta dúvidas!

07 abril 2009

O tradicional e esquecido futebol da Zona Sul.

Foto: Thiago Piccoli

Não há dúvidas de que a Zona Sul possui a maior concentração dos clubes mais tradicionais do estado do Rio Grande do Sul. Rio Grande, Pelotas e Bagé, juntas, possuem ao todo 9 títulos estaduais e clubes que já representaram suas cidades em Campeonatos Brasileiros como São Paulo/RG e Brasil/Pel. Contudo, infelizmente não se faz mais futebol só com tradição, camisa e torcida, o futebol moderno gira em torno do mercado, do capital e quem não tiver um aporte financeiro consistente está fadado a eternizar na Segundona Gaúcha.
Das oito equipes que representam as cidades supracitadas, seis estão disputando a Segundona 2009 (São Paulo, Rio Grande, Bagé, Guarany, Pelotas e Farroupilha), uma caiu para Segundona 2010 (Brasil) e outra há alguns anos não disputa competições oficiais (Riograndense/RG). Sendo assim, se nenhuma dessas equipes subir para a elite do futebol gaúcho do ano que vem, a Zona Sul não terá nenhum representante na Série A do Gauchão em 2010.
O que está havendo com o futebol? Equipes tradicionalíssimas, com torcidas maravilhosas como a do São Paulo e a do Brasil, por exemplo, estão fora da elite do futebol gaúcho, enquanto os chamados times de prefeituras ou de universidades, sem tradição, sem torcida, e por vezes sem estádio adequado, mas com aporte financeiro, ocupam o lugar dessas equipes, que têm torcida, têm títulos, têm camisa e têm história, mas não têm apoio e consequentemente, dinheiro.

01 abril 2009

Clássico eletrizante em Rio Grande.


São Paulo e Rio Grande fizeram um clássico eletrizante pela 4ª rodada da 1ª Fase da Segundona Gaúcha nesse domingo no estádio Aldo Dapuzzo. Para quem foi embora mais cedo do estádio ou desligou o radinho antes dirá: o São Paulo ganhou por 2 a 1! Pois ninguém mais esperava uma reação do Rio Grande, mas ela aconteceu.
O São Paulo, que marcou logo aos oito minutos com Henri, cedeu o empate para o Rio Grande aos 24 minutos, em cobrança de pênalti de Junior Xavier. No segundo tempo, o São Paulo voltou a marcar aos oito minutos com Schumacher. Esse resultado se arrastou até os 45 minutos do segundo tempo, quando novamente Junior Xavier, dessa vez de cabeça, empatou a partida.
Mas o castigo para a equipe rubro-verde, comandada por Paulo Cunha, ainda estava por vir. Quando ninguém esperava mais nada, Luis Paulo, aos 49 minutos, em uma jogada individual, driblando dois defensores e o goleiro, fez um golaço e liquidou a partida em 3 a 2 para o Rio Grande. Após o jogo houve muito protesto da torcida do São Paulo e o treinador Paulo Cunha pediu demissão, o que ainda não tinha sido aceito pela direção. Com a derrota, combinado com a vitória do Bagé sobre o Guarany, o São Paulo caiu para o terceiro lugar, já o Rio Grande, saiu da incomoda penúltima colocação e agora está em quarto com 5 pontos, um a menos que o São Paulo. Na próxima rodada o São Paulo vai até Santana do Livramento pegar o 14 de Julho, já que o jogo da 5ª rodada contra o Flamengo de Alegrete no Aldo Dapuzzo foi transferido para o dia 8 de abril, já o Rio Grande também vai até Santana do Livramento enfrentar o 14 de Julho, mas o jogo acontece nessa quinta-feira (02/04).

28 março 2009

Clássico Rio-Rita promete lotação completa do estádio Aldo Dapuzzo.


Nesse domingo (29/03) São Paulo e Rio Grande se enfrentam pela 4ª rodada da 1ª Fase da Segundona Gaúcha no estádio Aldo Dapuzzo. Um grande público é esperado, já que a procura de ingressos no estádio do São Paulo já é grande desde a última quarta-feira e a exemplo dos clássicos da Segundona do ano passado, é esperado lotação completa do estádio Aldo Dapuzzo, que atualmente, devido a uma de suas arquibancadas estar interditada, comporta somente 10 mil pessoas.Os dois clubes vem em situações opostas na tabela de classificação, o São Paulo, após duas vitórias consecutivas perante os seus rivais regionais Pelotas e Farroupilha, ocupa a vice liderança da Chave 1. Já o Rio Grande, que ainda não venceu, está em penúltimo lugar com dois pontos.A partida começa as 15:30 minutos no estádio do Sport Club São Paulo, e os ingressos custam R$ 10,00, idosos pagam R$ 5,00, Mulheres que não pegaram o passaporte no Banrisul pagam R$ 2,00 ou 1 quilo de alimento, sócios em dia não pagam ingresso. A entrada da torcida do São Paulo se dará pelo portão principal, pela Avenida Presidente Vargas, já a torcida do Rio Grande terá acesso pelo portão da Rua América.

23 março 2009

Torcida e time, na raça e na superação!

De uma equipe desacreditada à vice liderança da Chave 1 da Segundona Gaúcha. Esse é o São Paulo, que ontem foi até a cidade de Pelotas e venceu o Farroupilha no estádio Bento Freitas pelo placar de 1 a zero, com um gol contra de Cabral logo aos 10 minutos do 1º tempo.
O São Paulo começou bem a partida, mas logo após a marcação do seu gol o time rubro-verde foi pressionado pelo Farroupilha que perdeu algumas oportunidades de gol e pecou bastante em suas finalizações. Mesmo pressionado, o São Paulo conseguiu na raça e na superação manter o resultado e trazer os 3 pontos e a conseqüente vice liderança da chave para Rio Grande.


A torcida do São Paulo mais uma vez marcou presença, mesmo fora da cidade. Cerca de 200 torcedores se fizeram presentes no estádio Bento Freitas e apoiaram a equipe para mais uma vitória.
A próxima rodada marca o clássico Rio-Rita, o que já seria motivo para casa cheia, mas com o São Paulo vindo de duas vitórias contra clubes pelotenses – dos quais possue grande rivalidade – o domingo promete uma super lotação do Aldo Dapuzzo, tanto pelo lado rubro-verde, como pelo lado tricolor.

19 março 2009

Segundona 2009


É pessoal, mas uma Segundona começa, mais um ano de esperanças para rubro-verdes e tricolores poderem ver seus times subindo a elite do futebol gaúcho. O início da temporada foi de poucos investimentos e de um início não muito promissor, já que o Rio Grande estreou jogando em seus domínios e perdeu para o modesto Flamengo de Alegrete por 2 a 1, e o São Paulo foi até a cidade de Bagé e perdeu para o Guarani por 1 a zero.
Contudo, a segunda rodada nos da mostras de que o campeonato, pelo menos nessa primeira fase, vai ser muito equilibrado, pois o Rio Grande, mesmo tendo perdido na estréia em casa, conseguiu um bom empate contra a equipe do Bagé na Rainha da Fronteira e o São Paulo desbancou o Pelotas dentro do Aldo Dapuzzo num jogo emocionante.
Resta-nos agora esperar o desenrolar da competição e torcer por nossos clubes, com a esperança de que seus plantéis possam ser reforçados para encarar as peleias que vem pela frente.



19 fevereiro 2009

CITADINO 2009 - PARTE I

Terminou e com muito sucesso o Citadino de 2009. Eu nunca tinha visto um campeonato Citadino dos clubes profissionais tão prestigiado e empolgante como este.
O S. C. São Paulo sagrou-se campeão, o que já era esperado, pois, mesmo com o time em formação para a Segundona Gaúcha, possuía em seu plantel jogadores experientes, alguns bastante rodados. O vice-campeão, S. C. Rio Grande, com um grupo jovem mostrou que se existisse um apoio às categorias de base em nossa cidade – e o Rio Grande a medida do possível vem melhorando nesse aspecto – precisaríamos contratar o mínimo possível de jogadores de fora, pois talento nos campinhos dos bairros de Rio Grande temos bastante, o que falta é um incentivo para que se possa trabalhar com uma infra-estrutura adequada. E o grande homenageado do campeonato, o FBC Riograndense, utilizando-se de jogadores amadores da nossa cidade – em que muitos soltavam do trabalho e iam jogar – incomodou bastante a vida de seus adversários, outro motivo que nos mostra que temos jogadores qualificados em nossa região, mas que quando não se perdem pelo meio do caminho por falta de apoio e orientação, os perdemos mais cedo ou mais tarde para outros clubes por questões financeiras, são os casos de Rudi, Mano, Maurício, Matheus, Zé Anderson, Felipe Pinto... só pra citar alguns!
No mais, ficou a impressão que tanto o São Paulo como o Rio Grande precisam se qualificar e muito para a disputa do campeonato Gaúcho. O que nos deixa um pouco mais aliviado é que conversas informais prometem reforços qualificados. É esperar pra ver!!!

CITADINO 2009 - PARTE II

Os pontos positivos desse torneio foram a organização e a presença das torcidas. Há poucos anos víamos públicos irrisórios nos torneios citadinos e até mesmo nos campeonatos gaúchos, contudo, o citadino desse ano mostrou o quanto um torneio bem organizado e divulgado atrai o público. Basta vermos as quase 5 mil pessoas que se fizerem presentes no jogo final, mesmo sendo realizado em período de férias, praia, eventos carnavalescos, entre outros atrativos do verão. Torço para que o citadino tenha vindo pra ficar e que se torne um evento periódico em nossa cidade.
Parabéns aos idealizadores e organizadores!!!

CITADINO 2009 - PARTE III

O ponto negativo foi o grande número de cartões vermelhos em todo o campeonato, sendo que só na final foram seis expulsões, 3 para cada lado. Além disso, outros fatos também foram preocupantes, como o princípio de tumulto entre as torcidas do São Paulo e a do Rio Grande, em uma partida em que o São Paulo nem estava jogando, já que a mesma era entre o Rio Grande e o Riograndense e também o empurrão dado pelo goleiro Patrick, do Rio Grande, no gandula no jogo da final, em que o gandula acabou caindo ao chão, podendo até mesmo ter batido com a cabeça na mureta da tela. Um jogador de qualidade como o Patrick e que tem um excelente futuro como atleta não pode estragar sua recente carreira com atitudes lamentáveis como essa. Sem falar é claro nos empurrões e safanões que vários atletas de todas as três equipes andaram trocando.
Mas, não querendo justificar, são coisas que ainda existem no futebol, ainda mais num torneio só de clássicos, em que os ânimos ficam exaltados. Contudo, vale ressaltar que violência não justifica nada, tem que jogar é bola e fazer espetáculo.

CITADINO 2009 - PARTE IV

Ainda sobre as torcidas... Alguém ainda tem dúvida sobre quem é a maior torcida da cidade? Pessoal, creio que tenha ficado bastante claro que o S. C. São Paulo possui disparado a maior torcida, quem foi a todos os jogos pôde constatar tal fato. Agora sobre a segunda maior torcida da cidade fico ainda com dúvida. Claro que a torcida do Rio Grande, na final, superou a do Riograndense em seus outros dois jogos. Mas se levarmos em consideração que o Riograndense não disputa campeonatos oficiais há alguns anos e, mesmo assim, levou muita torcida aos seus jogos, inclusive podendo ter sido maior até do que a do Rio Grande no clássico Rio-Rio, fica, então, a minha dúvida. Como eu disse em outro texto nesse mesmo blog, torcedor é aquele que vai ao estádio torcer e não aquele que só fica em casa com o radinho no ouvido dizendo “eu sou Leão, eu sou Vovô ou eu sou Guri Teimoso”.
Por fim, fica a impressão de que a torcida do São Paulo continua grande e fanática, a do Rio Grande vem crescendo muito rapidamente e é apaixonada e a do Riograndense continua teimosa. Como seria bom ver a torcida do Guri Teimoso nos campeonatos estaduais novamente. Isso só iria aguçar ainda mais as torcidas da nossa cidade.

CITADINO 2009 - BALANÇO FINAL

São Paulo 1 x 0 Rio Grande
Riograndense 0 x 1 São Paulo
Rio Grande 3 (4) x (3) 3 Riograndense



Finais
São Paulo 1 x 1 Rio Grande
São Paulo 4 x 2 Rio Grande